Ações de restauro ecológico marcaram o inverno no Parque Natural do Vale do Guadiana

As estratégias de restauro ecológico implementadas nas quatro áreas piloto do Território de Aprendizagem do Parque Natural do Vale do Guadiana foram concluídas ao longo dos últimos meses. Tirando partido da época húmida e antecipando a primavera, as intervenções tiveram como principal objetivo reforçar os processos de regeneração natural e aumentar a resiliência das parcelas do projeto.

Entre as ações realizadas, destaca-se a instalação de refúgios de material lenhoso, com volumes na ordem dos 2 m³. Estas estruturas desempenham funções ecológicas relevantes, ao servir de abrigo para animais dispersores de bolotas, reduzem a exposição ao sol e ao vento para as pequenas plântulas, assim como protegem a regeneração da herbivoria.

Como complemento, foi reforçada a sementeira de bolotas, tanto nos refúgios como em valas e cômoros previamente estabelecidos e igualmente protegidos com cobertura de ramas. Esta abordagem visa aumentar a taxa de estabelecimento das plantas em áreas onde ela é muito escassa, criando condições mais favoráveis à germinação e ao desenvolvimento inicial, enquanto beneficia a dispersão de outras espécies vegetais nestas áreas.

Nos elementos singulares de paisagem, procedeu-se ainda à retancha de plantas – ou seja, à substituição de plantas que não sobreviveram – incluindo manchas arbustivas, linhas de água temporárias e bosquetes mediterrânicos. Esta intervenção contribui para a consolidação dos núcleos de vegetação diversa e característica instalada, assegurando maior continuidade ecológica e funcionalidade a médio e longo prazo.

Estas ações refletem a abordagem integrada de restauro ecológico aplicada, assente na valorização dos processos naturais e no reforço da biodiversidade, com vista à sustentabilidade e adaptação do montado e do território. O seu sucesso, à semelhança das intervenções anteriores, continua a ser monitorizado por todas as áreas piloto.

Share the Post: